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PLAYBOY:: Enquanto romancista, você considera a filosofia o propósito principal de sua escrita?

RAND: Não. Meu propósito principal é a projeção de um homem ideal, de "como ele pode e deve ser". A filosofia é o meio necessário para atingir essa finalidade.

PLAYBOY:: Em um de seus romances anteriores, Anthem, seu protagnista declara: "É o meu arbítrio que faz a escolha, e a escolha do meu arbítrio é o único édito que eu respeito". Isso não é anarquismo? O desejo ou a vontade pessoal é a única lei que se deve respeitar?

RAND: Não simplesmente a vontade própria. Essa é, mais ou menos, uma expressão poética usada no contexto da história em Anthem. Trata-se do julgamento racional próprio. Veja bem, eu uso a expressão "livre arbítrio" de maneira completamente diversa de como ela é normalmente utilizada. O livre arbítrio é a capacidade humana de pensar ou não pensar. O ato de pensar é o ato primário de escolha. Um homem racional jamais será guiado por desejos ou impulsos, somente por valores baseados em seus julgamentos racionais. Essa é a única autoridade que ele é capaz de reconhecer. Isso não significa anarquia, porque, se um homem deseja viver numa sociedade livre e civilizada, ele, racionalmente, teria que escolher a observância de leis - na medida em que essas leis seja objetivas, racionais e, portanto, válidas. Eu já escrevi um artigo a esse respeito para The Objectivist Newsletter, sobre a necessidade e a função apropriada do governo.

PLAYBOY:: Qual, em sua visão, é a função apropriada do governo?

RAND: Basicamente, só há uma função apropriada: a proteção dos direitos individuais. Uma vez que direitos podem ser violados tão somente pela força física e por certas derivações da força física, a função apropriada do governo é a proteção dos homens daqueles que iniciam o uso da força física - ou seja, de criminosos. A força, numa sociedade livre, pode somente ser utilizada em retaliação e somente contra aqueles que iniciam seu uso. Tal é a tarefa apropriada do governo: a de servir como policial que protege os homens do uso da força.

PLAYBOY:: Se a força só pode ser usada em retaliação contra o uso da força, o governo tem direito, por exemplo, de coletar impostos ou de obrigar o alistamento militar?

RAND: Em princípio, eu acredito que a taxação deva ser voluntária, como tudo o mais. Porém, a implementação dessa ideia é uma questão bastante complexa. Eu posso apenas sugerir certos métodos, mas não insistiria que eles fossem respostas definitivas. Uma loteria estatal, por exemplo, usada em muitos países da Europa, é um bom método de taxação voluntária. Existem outros. Os impostos devem ser contribuições voluntárias aos serviços apropriados do governo, aqueles necessários às pessoas e que portanto todos estariam e deveriam estar dispostos a pagar - da mesma forma que pagam por diversas formas de seguros. Mas, claro, esse é um problema para o futuro distante, para um tempo em que o homem estará prestes a implementar um sistema social plenamente livre. Seria a última, não a primeira reforma na qual se pensar. Quanto à questão do alistamento obrigatório, é injusto e inconstitucional. É uma violação dos direitos fundamentais do homem, do direito humano à própria vida. Nenhum homem tem o direito de enviar outro homem para lutar e morrer por sua causa - pela causa daquele que envia. Um país não tem direito de forçar os homens à servidão. Exércitos devem ser estritamente voluntários; e, como hão de dizer as autoridades militares, exércitos voluntários são os melhores.

PLAYBOY:: E quanto a outras necessidades públicas? Você considera, digamos, que os correios sejam uma instituição governamental apropriada?

RAND: Deixe-me ser bem clara aqui. Minha posição é totalmente consistente. Não apenas os correios, mas também as ruas, estradas e, acima de tudo, escolas devem ser propriedade privada e mantidas por entes privados. Eu defendo a separação do estado e da economia. O governo deve somente se concentrar com as questões que envolvem o uso da força. Ou seja: polícia, exército e os tribunais para resolver disputas legais. Nada mais. Todo o resto deve ser privado, e nesse caso seria muito melhor administrado.

PLAYBOY:: Você criaria algum novo departamento ou alguma nova agência governamental?

RAND: Não, e eu não sou capaz de discutir questões dessa maneira. Eu não sou um planejador estatal e não gasto o meu tempo concatenando utopias. Falo de princípios cujas aplicações práticas são claras. Se eu já disse que sou oposta à iniciação de força, o que mais se precisa discutir?

PLAYBOY:: E quanto à força nas relações exteriores? Você disse que qualquer nação livre tinha o direito de invadir a Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial...

RAND: Certamente.

PLAYBOY:: ... E que qualquer nação livre de hoje em dia tem o direito moral - embora não o dever - de invadir a Rússia soviética, Cuba ou outros países "senzalas". Correto?

RAND: Correto. Uma ditadura - um país que viola os direitos de seus próprios cidadãos - é um regime criminoso e não tem quaisquer direitos.

PLAYBOY:: Você defenderia uma invasão americana à Cuba ou à União Soviética?

RAND: No presente momento, não. Eu não considero que seja necessário. Eu defenderia aquilo que a União Soviética mais teme: o boicote econômico. Eu defenderia um bloqueio a Cuba e um boicote econômico à Rússia Soviética. Dessa forma, ambos os regimes entrariam em colapso sem a perda de uma única vida americana.

PLAYBOY:: Sim. Não apoio a pretensão grotesca de uma organização supostamente dedicada à paz mundial e aos direitos humanos que inclua em suas fileiras a Rússia Soviética, o maior agressor e o regime mais sanguinário da história. A noção de proteger direitos com a inclusão da Rússia soviética é um insulto ao conceito de direitos e à inteligência de qualquer homem a quem se peça o endosso ou a sanção de uma organização desse tipo. Eu não acredito que um indivíduo deva cooperar com criminosos e, pelas mesmas razões, não acredito que países livres devam cooperar com ditaduras.

PLAYBOY:: Você defenderia o fim das relações diplomáticas com a Rússia?

RAND: Sim.

PLAYBOY:: Quais são suas visões a respeito do tratado de banimento aos testes nucleares que foi recentemente assinado?

RAND: Concordo com o discurso de Barry Goldwater a esse respeito no Senado. As melhores autoridades militares e, sobretudo, a maior autoridade científica, o dr. Teller, criador da bomba de hidrogênio, afirmam que esse tratado não é apenas irrelevante, como também perigoso à segurança dos Estados Unidos.

PLAYBOY:: Se o senador Goldwater for nomeado candidato republicano em Julho, você votaria nele?

RAND: No momento, eu diria que sim. Quando falo "no momento", eu digo no momento em que esta entrevista está sendo registrada. Eu discordo dele em muitos pontos, mas concordo, em sua maior parte, com a política externa dele. De todos os candidatos potenciais de hoje, considero Barry Goldwater o melhor. Eu votaria nele se ele nos oferecer uma plataforma plausível ou, no mínimo, semi-consistente.

PLAYBOY:: E quanto a Richard Nixon?

RAND: Me oponho a ele. Me oponho a quem faz concessões e não tem ideias próprias, e nesses quesitos o sr. Nixon provavelmente é o campeão.

PLAYBOY:: E quanto ao presidente Johnson?

RAND: Não tenho opinião em particular sobre ele.

PLAYBOY:: Você é declaradamente anti-comunista, anti-socialista e anti-liberal. No entanto, você rejeita a noção de que seja conservadora. De fato, você reserva alguns de seus comentários mais negativos aos conservadores. Qual é a sua posição política?

RAND: Correção. Eu nunca descrevo minha posição em negativos. Eu advogo o capitalismo laissez-faire, os direitos individuais (não existem outros) e a liberdade individual. É sobre essa base que eu me oponho a quaisquer doutrinas que proponham o sacrifício do indivíduo ao coletivo, como o comunismo, o socialismo, o estado de bem-estar, o fascismo, o nazismo e o moderno liberalismo. Eu sou contrária aos conservadores da mesma maneira. Os conservadores defendem uma economia mista e um estado de bem-estar. Se diferenciam dos liberais em grau, não em princípio.

PLAYBOY:: Você já afirmou que os Estados Unidos estão em bancarrota intelectual. Você inclui nessa condenação publicações de direita como a National Review? Essa revista não é uma voz poderosa contra todas as coisas que você considera "estatismo"?

RAND: Eu considero a National Review a pior e a mais perigosa revista nos EUA. O tipo de defesa que ela oferece ao capitalismo não resulta em nada a não ser no descrédito e na destruição do capitalismo. Quer que eu diga por quê?

PLAYBOY:: Sim, por favor.

RAND: Porque ela liga o capitalismo à religião. A posição ideológica da National Review se resume, com efeito, ao seguinte: para aceitar a liberdade e o capitalismo, deve-se acreditar em Deus ou em alguma forma de religião ou misticismo sobrenatural. O que significa que não há bases racionais por que defender o capitalismo. O que se trata de uma admissão de que a razão está ao lado dos inimigos do capitalismo, de que uma sociedade escravista ou uma ditadura são sistemas racionais, e que somente com base numa fé mística podemos acreditar na liberdade. Nada mais depreciativo ao capitalismo que isso pode jamais ser dito, e o exato oposto é a verdade. O capitalismo é o único sistema que pode ser defendido e validado pela razão.

PLAYBOY:: Você atacou o governador Nelson Rockefeller por "colocar todos os oponentes do estado de bem-estar num mesmo grupo, ao lado de lunáticos". Estava claro nas observações dele que ele criticava a John Birch Society. Você se ofende ao ser colocada no mesmo grupo que os integrantes da John Birch? Você os considera "lunáticos" ou uma força do bem?

RAND: Eu me ofendo ao ser colocada no mesmo grupo que qualquer um. Eu me ofendo com o método moderno de nunca definir ideias e agrupar pessoas completamente diferentes num coletivo por meio de calúnias e termos depreciativos. Eu me ofendo pelas táticas de calúnia do governador Rockefeller: sua recusa em identificar especificamente a quem e a que se refere. Quanto a mim, eu repito, eu não desejo ser agrupada com ninguém e certamente não com a John Birch Society. Se os considero lunáticos? Não, não necessariamente. O que há de errado com eles é que eles não parecem ter qualquer filosofia política específica e claramente definida. Portanto, alguns deles podem ser lunáticos, outros podem ser cidadãos de boa fé. Eu considero a Birch Society fútil, porque não são pró-capitalismo, são contra o comunismo. Percebo que eles acreditam que o estado desastroso do mundo atual é causado por uma conspiração comunista. Essa é uma visão infantil e superficial. Nenhum país pode ser destruído por uma mera conspiração - países só são destruídos por ideias. Os Birchers parecem ser não-intelectuais ou anti-intelectuais. Não dão importância a ideias. Não percebem que a grande batalha do mundo atual é um conflito filosófico e ideológico.

PLAYBOY:: Existem grupos políticos nos EUA atualmente que você aprova?

RAND: Grupos políticos em si, não. Existe algum grupo político hoje em dia que seja totalmente coerente? Esses grupos atualmente são são guiados por - e defendem - contradições gritantes.

PLAYBOY:: Você tem alguma aspiração política? Já considerou concorrer a algum cargo eletivo?

RAND: Certamente não. Creio que você não me odeie tanto para desejar que eu faça tal coisa.

PLAYBOY:: Mas você tem interesse em política, ou ao menos em teoria política, não tem?

RAND: Deixe-me responder dessa maneira: quando eu cheguei aqui, saindo da Rússia soviética, eu me interessava em política por somente uma razão - para chegarmos num dia em que eu não teria que ter interesse em política. Eu desejava uma sociedade na qual eu estaria livre para perseguir minhas preocupações e objetivos, sabendo que o governo não interferiria para destruí-los, sabendo que minha vida, meu trabalho e meu futuro não estariam à merc~e do estado ou dos impulsos de um ditador. Essa é minha atitude ainda hoje. Porém, eu sei hoje que essa sociedade é um ideal que ainda não foi atingido, que eu não posso esperar que outros o atinjam por mim e que eu, como todos os outros cidadãos responsáveis, devo fazer tudo que esteja a meu alcance para atingi-lo. Em outras palavras, eu somente me interesso em política para assegurar e proteger a liberdade.

PLAYBOY:: Em toda a sua obra, você argumenta que a maneira pela qual o mundo contemporâneo está organizado, mesmo em países capitalistas, afoga o indivíduo e impede a livre iniciativa. Em A Revolta de Atlas, John Galt lidera uma greve de homens da mente - que resulta no colapso da sociedade coletivista ao redor deles. Você acha que a hora chegou de os artistas, intelectuais e empresários criativos retirarem seus talentos da sociedade daquela forma?

RAND: Não, ainda não. No entanto, antes que eu explique esse ponto, eu devo corrigir um trecho de sua pergunta. O que temos hoje em dia não é uma sociedade capitalista, mas uma economia mista - isto é, uma mistura de liberdade e controle, que, a julgar pela tendência dominante, deve se transformar em ditadura. Em A Revolta de Atlas, os acontecimentos ocorrem num momento em que a sociedade alcançou o estágio de ditadura. Quando - e se - isso acontecer será o momento da greve, mas até lá, não.

PLAYBOY:: Qual o seu conceito de ditadura? Como você a definiria?

RAND: Uma ditadura é um país que não reconhece os direitos individuais, cujo governo possui poder total e ilimitado sobre os homens.

PLAYBOY:: Qual é a linha divisória, pela sua definição, entre uma economia mista e uma ditadura?

RAND: Uma ditadura tem quatro características: partido único, execuções sem julgamento por crimes políticos, expropriação e nacionalização da propriedade privada e censura. Sobretudo, esta última. Enquanto os homens puderem falar e escrever livremente, enquanto não houver censura, há ainda uma chance de reformar a sociedade e colocá-la num caminho melhor. Quando a censura é imposta, esse é o sinal de que os homens devem entrar em greve intelectual - isto é, não devem cooperar com o soistema social de forma alguma.

PLAYBOY:: Se não for por meio de uma greve dessa natureza, o que você aha que deve ser feito para trazer as mudanças sociais que você acredita serem desejáveis.

RAND: São as ideias que determinam as tend~encias sociais, que criam ou destroem sistemas sociais. Portanto, as ideias corretas, a filosofia certa, deve ser defendida e divulgada. Os desastres do mundo moderno, inclusive a destruição do capitalismo, foram causadas pela filosofia altruísta-coletivista. É o altruísmo que deve ser rejeitado pelo homem.

PLAYBOY:: E como você define "altruísmo"?

RAND: É o sistema moral que defende que o homem não tem direito de existir em prol de si mesmo, que servir aos outros é a justificação única de sua existência, e que o auto-sacrifício é o maior dever, valor e virtude moral. Essa é a base moral do coletivismo e de todas as ditaduras. Para buscar a liberdade e o capitalismo, o homem precisa de um código de ética não-místico e não-altruísta - uma moralidade que defenda que o homem não é um animal de sacrifício, que ele tem direito de existir por si próprio, sem sacrificar ele mesmo aos outros nem os outros a si. Em outras palavras, o que é desesperadamente necessário hoje em dia é a ética objetivista.

PLAYBOY:: Essencialmente, o que você diz, portanto, é que essas mudanças devem ser atingidas por meios educacionais ou propagandísticos?

RAND: Sim, claro.

PLAYBOY:: O que você pensa da alegação de seus opositores de que os princípios políticos e morais do objetivismo a colocam fora das principais correntes do pensamento americano?

RAND: Eu não reconheço como válido um conceito como uma "corrente principal de pensamento". Isso pode ser apropriado para uma ditadura, para uma sociedade coletivista na qual o pensamento é controlado e na qual há uma pensamento principal coletivo - constituído de slogans, não de ideias. Não existe coisa do tipo nos Estados Unidos. Nunca existir. Contudo, eu já ouvi essa expressão ser usada com o propósito de barrar da comunicação pública qualquer indivíduo inovador, qualquer não-conformista, quem quer que tenha algo de original a oferecer. Eu sou uma inovadora. Esse é um termo de distinção, de honra, e não algo para se esconder ou pelo que se desculpar. Quem quer que tenha ideias novas e valiosas a oferecer se coloca fora do status quo intelectual. Mas o status quo não é uma corrente, nem muito menos uma "corrente principal". É um lamaçal estagnado. São os inovadores que carregam a humanidade à frente.

PLAYBOY:: Você acredita que a filosofia objetivista vai eventualmente converter o mundo?

RAND: Ninguém é capaz de responder uma pergunta assim. Os homens possuem livre arbítrio. Não há garantias de que escolherão ser racionais em algum momento ou em alguma geração. Não é necessário que uma filosofia "converta o mundo". Se você fizer a mesma pergunta de forma um pouco diferente, digamos, se você perguntar se eu acho que o objetivismo será a filosofia do futuro, eu direi que sim, só que com este porém: se os homens se voltarem à razão, se não forem destruídos por ditaduras ou jogados numa nova Idade das Trevas, se os homens permanecerem livres por tempo o bastante para poderem pensar, então o objetivismo será a filosofia que aceitarão.

PLAYBOY:: Por quê?

RAND: Em todo período histórico no qual os homens foram livres, foi vencedora a filosofia mais racional. É por essa perspectiva que eu digo que, sim, o objetivismo vencerá. Entretanto, não há garantias, não há nenhuma necessidade pré-determinada.

PLAYBOY:: Você é muito crítica do mundo como você o vê atualmente e seus livros oferecem propostas radicais para mudar não só a forma da sociedade, mas a própria maneira pela qual a maioria dos homens trabalham, pensam e amam. Você é otimista quanto ao futuro do homem?

RAND: Sim, sou otimista. O coletivismo, como força intelectual e ideal moral, está morto. Mas a liberdade e o individualismo, e sua expressão política, o capitalismo, ainda não foram descobertos. Eu penso que os homens terão tempo para descobri-los. É significativo que a agonizante filosofia de hoje em dia não tenha produzido nada além de um culto à depravação, à impotência e ao desespero. Olhe para a arte e a literatura modernas, que veem o homem como criatura impotente e estúpida, fadada ao fracasso, à frustração e à destruição. Essa deve ser a confissão psicológica dos coletivistas, mas não é uma imagem apropriada ao ser humano. Se fosse, nós nunca teríamos saído das cavernas. Mas saímos. Olhe à sua volta e olhe a história. Você verá as conquistas da mente humana. Você verá o potencial ilimitado do homem para a grandeza, e a faculdade que a torna possível. Você verá que o homem não é um monstro impotente por natureza, mas que ele se torna um quando descarta essa faculdade: sua mente. Se você me perguntar "O que é grandeza?", eu responderei: é a capacidade de viver de acordo com os três valores fundamentais de John Galt: razão, propósito, auto-estima. ■

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Ayn Rand (1905-1982) foi uma romancista e filósofa russo-americana de grande influência no movimento libertário. Seus livros principais foram A Revolta de Atlas e A Nascente.
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